Talvez o Mar, para além de ser o princípio e o fim de todas as coisas, o estado intermédio entre a volatilidade do ar e a solidez da terra, seja, sobretudo a Alma em estado líquido.
Ou um ombro imenso onde a Terra encosta a cabeça. E parece adormecer. Ao som de uma voz que nunca se repete.
Porque do mar, quando zangado, ficam só as cinzas de um lamento. Que às vezes se chama fado.

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